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Sexta, 30 Janeiro 2026 10:03

Disparidade nas propostas impede acordo pelo reajuste do Piso Salarial Estadual Destaque

Não houve acordo na segunda rodada de negociação que deve definir o reajuste do Piso Salarial Estadual, realizada ontem (29) na sede da Fiesc, em Florianópolis. O reajuste será retroativo a 1º de janeiro. A comissão de trabalhadores até chegou a reduzir minimamente a proposta inicial de reposição da inflação do ano de 2025 (3,9%) mais aumento real de 5%, porém, a contraproposta patronal, limitada a 4,22% de reajuste, foi insuficiente para a continuidade das negociações nesse momento. As partes voltam a se reunir às 13h30min do dia 26 de fevereiro, novamente na Fiesc.

A supervisora técnica do Dieese/SC, Crystiane Peres insiste que a proposta é viável, considerando que Santa Catarina teve um desempenho econômico muito positivo e por isso os trabalhadores esperam que a comissão de negociação alcance um percentual muito próximo do que foi a reivindicação de 5% de aumento real para o Piso Estadual. Lembra que há uma tendência de queda na taxa de juros (hoje em 15% anual), a inflação está sob controle e que a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais deve incrementar em muito o consumo e o crescimento da economia. “A proposta patronal está muito aquém da nossa, foi importante interromper a negociação nesse momento para que venha algo melhor à mesa de negociação”.

O que falta para que o patrão faça uma proposta decente na mesa de negociação? O diretor técnico do Dieese/SC e coordenador da comissão de trabalhadores, Ivo Castanheira reforça: “Não se admite uma proposta como esta que fizeram até agora, a economia de Santa Catarina está bem em todos os sentidos, o PIB do nosso estado é melhor do que todos os demais em nível nacional, as pessoas estão pedindo demissão por conta dos baixos salários”, avalia Castanheira, lembrando que há uma tática ou estratégia do patronal para negociar o menor índice possível, “mas, faremos o contrário, firmes na nossa proposta razoável, dentro do que negociamos até hoje, há 16 anos. Dia 26, temos que fechar, é tempo suficiente para eles repensarem a proposta, já que o presidente da Fiesc estará ausente nos próximos dias e, por ser o primeiro ano de seu mandato, quer valorizar o cargo que assumiu recentemente”, conclui.

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