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  Sexta, 12 Janeiro 2018 12:07

Classes sociais

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Uma afirmação que não tem consenso nos dias de hoje é que existe luta de classes. O que você pensa sobre esta afirmação? Você concorda? Você faz parte de uma das classes sociais, como milionária, rica, classe média A, B, C, é pobre? Qual?
Vamos tentar entender se tem diferença de classes e a qual classe pertencemos. Segundo estimativa do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), na composição do Congresso Nacional (Câmara e Senado) não tem mais do que 100 parlamentares que podem ser considerados de perfil mais progressista (parlamentares que legislam de acordo com os interesses comuns da sociedade). Um número que nem sequer chega a 20% do total. Os outros 80% legislam em nome dos interesses dos banqueiros, latifundiários ou em causa própria. Isso por si só, já demonstra a existência de classes sociais e porque tantas mudanças sociais em pouco tempo, diminuição de investimentos em políticas públicas, a ampliação da terceirização, a reforma trabalhista, o desmonte da Petrobrás, entre outros tantos projetos que nem temos conhecimento. O espaço político é o retrato claro dos interesses de classe social, a população não está devidamente representada, a maioria é homem e branco. As mulheres e os negros são minoria, os indígenas nem tem representação. As decisões politicas são resultados dos interesses da maioria dos votos e não dos interesses das classes sociais.
No final do ano de 2017 foi publicado no diário oficial o novo salario mínimo nacional para 2018, uma vergonha nacional. O valor do salário mínimo de 2017 era de R$937 o salário para o ano de 2018 é de R$ 954 que representa um reajuste de R$17, este é o menor reajuste do salário mínimo dos últimos 24 anos. O que dá para comprar, o que podemos pagar com este valor?
Por outro lado os mais ricos continuam aumentando a sua riqueza, seus patrimônios e suas contas bancárias, nada contra, não é proibido, mas a pergunta é: por que poucos com tanto e muitos com tão pouco ou quase nada? Segundo os noticiários, em 2017 os mais ricos do planeta ficaram US$ 1 trilhão mais ricos, mais de quatro vezes o ganho do ano passado, atingiram patamares recorde. Certamente este não é o cenário brasileiro, mas os ricos brasileiros continuam mais ricos e os pobres mais pobres. A reforma trabalhista que já está vigorando vai agravar ainda mais este cenário, podendo ficar ainda pior se a proposta da reforma da previdência for votada conforme está sendo apresentada.
Temos que ser favoráveis a redução de impostos, defender a tributação progressiva, para quem tem mais pague mais, quem tem menos pague menos. Assim podemos construir uma sociedade com menos desigualdade social, com serviços públicos de qualidade para todos, salários dignos, aposentadorias dignas com qualidade de vida. Devemos combater à corrupção sem olhar a cor, a conta bancária o partido, ou a religião.
Defender uma nova política eleitoral em que todos possam participar em condições de igualdade, sem privilégios eleitorais e de mandatos. Que os programas eleitorais e a fidelidade partidária, por exemplo, sejam o centro da discussão, que os eleitores possam eleger quem realmente o represente.
É preciso se identificar como classe social, é preciso se posicionar, ter opinião, enquanto achar que tudo e todos são iguais ou não encontraremos saída para esse abismo social que aumenta a cada dia.
É preciso ter consciência de classe, hoje tem duas classes em evidência, a classe dominante detentora dos meios da comunicação, da produção e do capital, que está ditando as regras do jogo e classe trabalhadora que está sendo manipulada, explorada, enganada e que precisa reagir enquanto há forças.
Ainda tem pessoas que não enxergam esta divisão de classes, talvez por ignorância, talvez por estar em uma situação social confortável ou até por alienação, mas temos que ficar atentos a uma realidade. Tudo é política, tudo passa por ela, portanto temos responsabilidades na hora em escolhemos e votamos nos processos eleitorais. Mesmo quem não gosta de política e vota por obrigação, precisa ficar atento, pois o seu voto ou a sua abstenção influência no resultado final.
É hora de você decidir de que lado está, dos explorados ou dos exploradores, dos empregados ou dos empregadores? Quem sabe de que lado está, saberá agir em defesa dos seus interesses e dos interesses coletivos.
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Rogério Manoel Corrêa

Presidente (Condomínio Cannes)

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