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  Domingo, 13 Agosto 2017 23:45

Nova realidade social em curso Destaque

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Muitos tentaram convencer os brasileiros e brasileiras que o Brasil estava sofrendo um golpe brutal, contra tudo que representava bem estar social. Não conseguimos mostrar de forma convincente e a população se deixou iludir pelas falsas propagandas, pelo jornalismo fascista, comprometido e cúmplice do golpe.
Pouco mais de dois anos se passaram e estamos vendo quem tinha razão. O Brasil é motivo de piadas no mundo todo, perdeu credibilidade política, econômica e social. As dívidas internas e externas aumentam a cada dia com juros além da imaginação e da capacidade de serem pagos. O atual governo golpista brasileiro está fazendo barbaridades com a politica social e econômica, nunca antes realizada em nenhum lugar do mundo. Destruição da autoestima do povo brasileiro, desmonte da previdência social, ataque aos direitos dos trabalhadores, entrega da Petrobrás aos interesses internacionais, entrega dos minérios brasileiros, exploração da Amazônia pelas potências internacionais. Redução das vagas nas universidades, (25% entre 2016/2017), altos salários do poder judiciário que representam 1,3% do PIB nacional, perdão de dívidas de bancos e grande empresas e mais a volta do Brasil no mapa da fome.
Tudo com a participação direta do Congresso Nacional, (deputados federais e senadores), grande maioria da base do governo federal que venderam seus votos em troca de muito dinheiro.
As mudanças na legislação trabalhista irão precarizar muito as condições de trabalho, a partir de novembro deste ano os empregadores oportunistas farão pleno uso da nova legislação. A partir desta nova realidade os trabalhadores precisarão se reorganizar de tal forma que possamos enfrentar os novos desafios e refazer a história em favor da classe trabalhadora.
Toda essa mudança será desfavorável ao conjunto dos trabalhadores, mais de cem artigos da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) foram alterados em favor dos empregadores, prova clara desta afirmação é a alegria e os agradecimentos públicos dos empresários aos deputados e senadores que votaram e aprovaram a lei Nº 13.467/23017. Eu ainda não vi nenhum trabalhador/trabalhadora ou representante sindical (comprometido com os trabalhadores) dizer que tem um artigo favorável aos trabalhadores/trabalhadoras.
Entre todas as maldades, tem dois artigos que se destacam dentro da estratégia patronal em destruir o movimento sindical brasileiro.
O primeiro se trata da impossibilidade dos trabalhadores acessarem a justiça do trabalho, hoje a esmagadora maioria das ações é por erro nas rescisões de contratos, os empregadores sempre erram para pagar menos, nunca para mais! Agora eles poderão continuar errando e o trabalhador não irá mais a justiça reivindicar o que é seu por direito.
O segundo ponto é o financeiro, tirando o imposto sindical e as contribuições democraticamente aprovadas em assembleias em favor das entidades sindicais. E aqui estou me referindo exclusivamente à sustentação das entidades, que são os únicos e legítimos instrumentos de defesa dos trabalhadores/trabalhadoras. São as entidades sindicais que identificam as diferenças salariais, fazem as negociações coletivas e os acordos coletivos que garantem benefícios além da CLT e oferecem segurança jurídica. É com esses recursos que o movimento sindical faz o enfrentamento político com o Congresso Nacional, com as grandes e pequenas empresas, paga os advogados trabalhistas, paga os trabalhadores para atender a categoria, material de comunicação e toda estrutura necessária. A partir da nova legislação o movimento sindical ficará mais fragilizado e os maiores prejudicados serão a classe trabalhadora que terá que negociar com seus empregadores diretamente sem o menor poder de negociação, colocando em jogo o seu emprego. Pois o que gera empregos não são as mudanças na legislação, mas sim os investimentos em tecnologia, na indústria, no comércio, em vários setores que fazem o dinheiro girar e não em retirada de direitos trabalhistas e sociais.
Os anos de 2018 e 2019 serão anos difíceis para toda sociedade brasileira, pois será o início de uma nova realidade social, subempregos, diminuição brutal das rendas familiares, um caos nas políticas sociais como educação, saúde, segurança e assistência social. Quem tiver dúvidas guardem este texto e confira.
Agora nos restam resistir e encontrar novas formas de viver numa nova realidade social que virá.
Rogério Manoel Corrêa – Presidente do SEEF
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Rogério Manoel Corrêa

Presidente (Condomínio Cannes)

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