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  Quinta, 06 Julho 2017 17:30

Democracia Representativa

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Já se passaram 29 anos de democracia no país, já tivemos vários presidentes, entre eles Tancredo Neves que morreu antes de assumir, José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso (FHC), Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e atualmente o golpista Michel Temer.
Em todos estes governos sempre teve corrupção e financiamento de campanha, em todos os governos tiveram denúncias, a diferença foi à forma como foram tratadas.
Também em todos estes governos aconteceram mudanças significativas nas legislações trabalhistas e sociais com fortes impactos na sociedade, trazendo benefícios e prejuízos, na grande maioria dessas mudanças, as populações mais vulneráveis foram as mais prejudicadas.
Todas as mudanças são feitas com o aval da Câmara dos deputados, composta por 513 deputados federais e com o Senado que tem 81 senadores, três de cada estado. Totalizando 594 congressistas que definem nossas vidas a partir da nossa autorização através do nosso voto.
Assim também, acontece em nossos estados e municípios quando votamos nos governadores, prefeitos, vereadores e deputados estaduais, sendo que esse números de deputados e vereadores variam de acordo com a população dos estados e municípios.
Visto essa importância dos políticos que a gente elege, ficam as perguntas:
Quem de nós lembra em quem voltou na última eleição?
Quem de nós acompanha os mandatos dos políticos eleitos em nossos municípios ou estado?
Quem de nós cobra as ações dos nossos representantes nacionais?
Arrisco a dizer que ninguém ou poucos cidadãos e cidadãs o fazem com alguma frequência, quando fazem é por interesses pessoais e não os coletivos.
Acredito que chegou a hora de avaliar nosso comportamento, é hora de vigiar de perto os atos e ações dos nossos representantes políticos sejam eles municipais estaduais ou federais. Os nossos municípios estão a mingua, sem educação de qualidade, segurança, saúde, praças seguras entre outras necessidades. Os estados não são diferentes com sérios problemas sociais a serem resolvidos.
E falando do Congresso Nacional, estamos passando por um processo de falta de credibilidade e ataque aos trabalhadores e a sociedade em geral como nunca antes registrado na história do Brasil.
Nosso Congresso já votou e aprovou a PEC 55, que nada mais é do que o corte dos investimentos para os próximos 20 anos em educação, segurança, saúde e em todas as políticas públicas sociais sem levar em consideração as necessidades e o crescimento da população neste mesmo período.
Já votaram e aprovaram a terceirização ampla e irrestrita de toda e qualquer profissão, possibilitando ainda mais a precarização e a exploração dos trabalhadores. Não achando pouco, agora votam a reforma trabalhista tirando todas as conquistas garantidas nos últimos 200 anos e consolidadas pela CLT. Ainda tramita também, a reforma previdenciária para dificultar ainda mais a nossa aposentadoria, em que será necessário mais tempo de contribuição, elevação da idade mínima e menos benefícios, tirando a dignidade e qualidade de vida no momento em que mais se necessita, a velhice.
Os nossos deputados federais e os senadores (catarinenses) foram financiados pelos empresários, mas foram eleitos pelo povo catarinense. E é ao povo que devem satisfação, é a sociedade que paga o preço das suas ações, é a sociedade que paga os impostos que pagam seus altos salários. Mas nada disso são considerados por eles, eles não escutem quem os elegeu, mas sim, quem paga suas campanhas. A maioria dos nossos deputados federais votou contra os trabalhadores, aprovando a reforma trabalhista e os três senadores também votaram contra os trabalhadores a favor dos empresários, dos banqueiros e das multinacionais. É uma vergonha para nós catarinenses ter no Congresso representantes que não respeitam a vontade da maioria, dos trabalhadores que os elegeu. Fiquemos atentos, 2018 está chegando, teremos a chance novamente de votar e alterar o curso da história. Vamos exercer a democracia de fato ou vamos continuar transferindo a responsabilidades e continuar aceitando que sejamos simplesmente sendo representados. Eu não me sinto representado por quem vota contra minha vontade, contra os meus direitos, contra os trabalhadores e você?
Rogério Manoel Corrêa – Presidente do SEEF
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Rogério Manoel Corrêa

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